A Grande Síntese mantém três campi integrados pelo ideal da constituição da Universidade do Coração: (1) a Fazenda Mãe Natureza, localizada à margem do rio São Francisco, no Povoado da Saúde, em Santana do São Francisco --SE; (2) a Comunidade de Acolhimento Francisco de Assis (em frente a estação da balsa que faz a travessia para Penedo -- AL), e (3) o Edifício Milagres, localizado na rua Lagarto, 58, Aracaju – SE.

00No dia 31 de agosto de 2012, sexta-feira, às 21h, aconteceu, na Fazenda Mãe Natureza, a cerimônia de consagração e inauguração do complexo da Comunidade da Vida Divina, a Unidade do Śuddha Sabha Ātma, responsável pela concepção da Universidade do Coração. Desde o estabelecimento no dia 31 de dezembro de 2011 da Pedra Fundamental da Comunidade da Vida Divina, o Śuddha Sabha Ātma passou a desenvolver uma serie de ações concretas destinadas à constituição desta universidade voltada, unicamente, a facilitar o contato real com o Ser Sagrado que reside no coração de todos os seres. Embora sem uma receita pronta para a sua implementação, nos dias três, quatro e cinco de fevereiro (sexta, sábado e domingo) de 2012, em reunião na sede do Grupo de Estudos Mahavana, no Rio de Janeiro, foram estabelecidos os pilares fundamentais da Universidade do Coração.

0103De acordo com a maiêutica do ardor do coração (śraddhā), pressuposto básico da Universidade do Coração, a formação do ser humano representa um processo psico-sócio-político de descoberta de si mesmo. Representa um ato integral, de síntese, tal qual os que se vê surgir durante os vários processos envolvidos nos projetos desenvolvidos pela Grande Síntese. Deste modo, na Universidade do Coração, o diapasão para se encontrar a sintonia fina, que nos revela em tudo o sagrado, deverá ser, unicamente, o coração. Os seus campi, portanto, não poderão ser campi convencionais. Deverão ser criados e desenvolvidos em torno de voluntários dispostos a consagrarem as suas vidas a este ideal. Isto quer dizer que a Universidade do Coração deverá constituir-se como o campo onde todos interagirão enquanto coautores do gradual processo de acesso, em Si mesmo, às profundezas do Ser.

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 A singularidade deste processo maiêutico está em sua inerente disciplina de convergência assintótica para o sagrado, ou Brahmasāmīpya. Ao adquirirmos a consciência do sagrado, desenvolvemos a respectiva força de vontade para promover a inversão do funcionamento do ser e avançar pela via de convergência assintótica para a essência (śuddha) do sagrado (dharma). De início, começamos a perceber o que não está de acordo com a lei e nos ocupamos da reconstrução do nosso caráter, por meio da purificação dos saṃskāras (impressões mentais, resultantes de nossas ações e pensamentos). Esta purificação vem pela precedência de śreyas (o melhor e mais certo) sobre preyas (o mais prazeroso), ou seja, a capacidade de mudar sem olhar para trás. A partir daí tem início a inversão do funcionamento do ser – de “guṇa-para” (orientado pelas “aparências”) para “ātma-para” (orientado para a essência do sagrado). A consequência é o início do funcionamento que chamamos de Brahmasāmīpya, ou seja, a capacidade de avançar para a luz e para o coração, sem nunca retroceder, tendo como mantra a oração “Entrego, confio, aceito e agradeço”.