Deixe a Luz Brilhar

O sentimento singular de que o sagrado habita no interior do coração está presente, embora com distintos nomes, como o Poder Supremo, o Poder de Deus, o Espírito Santo, entre outros, em todas as culturas. Ainda assim, nos comportamos como se não soubéssemos da existência deste Morador Interno. A nossa ação não é muito distinta daquela de uma pessoa que desconhece a realidade do Ser Sagrado em Si Mesmo. Chegará o dia, entretanto, em que nos lembraremos, antes de qualquer ação, deste onipotente poder que, segundo as Escrituras, quando buscado em primeiro lugar, tudo o mais nos vem em acréscimo.

Ainda que não se obtenha sucesso de início, devemos insistir em treinar o pensamento, concentrando-nos em torno desse conhecimento sublime que nos capacita a viver experiências interessantes e a crescer como seres humanos. Uma coisa é o nosso estado mental antes de obter esse conhecimento; outra coisa, depois de obtê-lo. Pode-se, então, realizar uma serie de experiências comprovatórias sobre o valor deste lado subjetivo da vida que o universo e a própria natureza insistem em nos transmitir, apesar de toda a nossa desconfiança e falta de fé interior. A falta de fé e força interior (śraddhā) é a raiz e o maior de todos os vícios.

Temos que vencer o vício do ceticismo e da falta de confiança em nossa força interior, lembrando-nos de que o plano subjetivo tem precedência sobre o plano objetivo. Quando se percebe isto, entende-se a própria essência do cristianismo: bem aventurados os que não viram, nem experimentaram pelos demais sentidos, e mesmo assim creram, em função do sentimento de certeza oriundo de Si Mesmo. É um agraciado aquele que encontra motivação para confiar na precedência do subjetivo sentimento de sagrado (śraddhā) que se manifesta no imo do coração.

Para alcançar o poder da energia vinda do coração é preciso treinar e repetir, para aperfeiçoar. Repetir, repetir, até a perfeição, para chegar ao sutil “contato” com o plano subjetivo do nosso ser. Não tocaremos, não veremos, mas SENTIREMOS.

Para nos auxiliar neste processo, surgiu o Śuddha Sabha Ātma, localizado na Fazenda Mãe Natureza. Projeto iniciado com a confiança de que este é um lugar que está sendo imantado para poder exercer o trabalho de irradiar, continuamente, luz e energia superior para a Terra toda. Assim como um imã de metal tem certas propriedades maravilhosas que funcionam, independentemente de sabermos explicar satisfatoriamente o seu funcionamento, o trabalho voluntário e dedicado do Sabha faz surgir o magnetismo de onde se pode obter a energia em forma de eletricidade. Assim é também o coração. O Śuddha Sabha Ātma materializa-se como metáfora do sagrado no coração. Bem lentamente, está se dando forma a este imã da essência (śuddha) do sagrado (dharma) que subsume, na dialética do concreto, as energias de natureza material e espiritual.

Uma pessoa que já irradia a luz do coração é reverenciada mesmo por pessoas desconhecidas que não sabem a que estão reverenciando. Apenas comprovam, praticamente, que a pessoa tem uma energia boa, algo diferente. Daí o trabalho do Sabha para que nos constituamos nesse imã para a transmissão da energia do sagrado. Não sãos as medidas materialistas, ou as mudanças nas estruturas sociais que trarão paz ao mundo. O que resolverá é a conscientização em torno do somatório dos campos desta energia poderosa, emanada de cada coração, a qual inviabiliza que as energias densas possam se manifestar para continuarem governando a Terra.

É a luz do coração que nos salvará da escuridão do mundo, pois onde a luz se acende dissipa-se a escuridão. É algo natural. O trabalho experimental do Projeto Reviver, desenvolvido sob esta orientação, foi idealizado com a finalidade de comprovar a potência desta energia radiante: criou-se um campo de luz, de energia sutil, capaz de fazer frente às energias densas de todos aqueles submetidos à disciplina do Projeto Reviver. Trata-se de um processo lento. O campo de energia no interior da Fazenda Mãe Natureza ainda é incipiente, mas bons resultados, bem acima da média, estão sendo alcançados; basta ter atenção e observar.

Provou-se uma inocência muito grande dificultar que este processo se desenvolva. Mesmo a criatura mais primária, bem lentamente, passa a agir sem violência. Ainda que seja a luz de um palito de fósforo, esta luz, apesar de fraca, ilumina. Até uma pequena brasa ilumina um quarto escuro e possibilita ver tudo claro.

Uma pequena luz ilumina. Cabe a cada um desvelar a sua pequenina luz, que é grande em potencial, mas diminuta nesse momento, para que se possa outra vez ouvir entre os membros de nossa sociedade:

“Que a luz se faça em nossa vida!”
“A luz já está feita!”

Esse cumprimento singelo, utilizado no início da era cristã, nos faz recordar que o problema não é de se criar luz, mas de nos conscientizarmos da luz em nós. Se a luz ainda não brilha em nós é porque nos deixamos dominar pelas inferioridades, que são como camadas de chumbo impedindo a luz de se irradiar. Eliminamos estas camadas quando aprendemos a renunciar a tudo aquilo que serve de impedância para que a luz possa brilhar.

Basta deixar a luz brilhar. Não é preciso mais nada. Não é preciso impedir a obscuridade de ninguém. Basta deixar a nossa luz brilhar e a obscuridade não terá lugar. Com a pequenina luz que alguns já fazem brilhar está se consagrando e impregnando de luz, diariamente, todo o Śuddha Sabha Ātma. E este é também o grande trabalho do Sabha: contribuir para o desenvolvimento em todos os seres da consciência de que a divina presença da luz está dentro de nós. Felizes aqueles que colaboram com esse processo de iluminação da humanidade.

Circula há alguns anos na internet, sem identificação de autor, o texto abaixo reproduzido, que trata, de forma singela, deste despertar para a luz interior e para o sentimento da presença do Ser Sagrado em Si Mesmo:

CONSERTEI O MUNDO

Um cientista muito preocupado com os problemas do mundo passava dias em seu laboratório, tentando encontrar meios de melhorá-los. Certo dia, seu filho pequeno invadiu o laboratório decidido a ajudá-lo.

O cientista, nervoso pela interrupção, tentou fazer o filho brincar em outro lugar. Vendo que seria impossível removê-lo, procurou algo que pudesse distraí-lo. E deparou-se com o mapa do mundo.

Estava ali o que procurava. Recortou o mapa em vários pedaços e, junto com um rolo de fita adesiva entregou ao filho dizendo:

– Você gosta de quebra-cabeça? Então vou lhe dar o mundo para consertar. Aqui está ele todo quebrado. Veja se consegue consertá-lo bem direitinho! Mas faça tudo sozinho!

Pelos seus cálculos, a criança levaria dias para recompor o mapa. Passados alguns minutos, ouviu o filho chamando-o calmamente. A princípio, o pai não deu crédito às palavras do filho. Seria impossível na idade dele conseguir recompor um mapa que jamais havia visto. Relutante, o cientista levantou os olhos de suas anotações, certo de que veria um trabalho digno de uma criança. Para sua surpresa, o mapa estava completo.

Todos os pedaços haviam sido colocados nos devidos lugares. Como seria possível? Como o menino havia sido capaz?

– Você não sabia como era o mundo, meu filho, como conseguiu?

– Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando você tirou o papel do jornal para recortar, eu vi que do outro lado havia a figura de um homem. Quando você me deu o mundo para consertar, eu tentei, mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem, virei os recortes e comecei a consertar o homem que eu sabia como era. Quando consegui consertar o homem, virei a folha e vi que havia consertado o mundo!!!

Que a Paz, a Grande Paz, a Paz do Coração, se manifeste no coração de cada um de nós e de todos os seres.

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